
MANUAL
MOTORS VIVOS
DE
VIAGENS EM GRUPO
“ Como Viajar ... com
segurança ! ”
2º Edição
Viajando em Grupo
As motos vão chegando e o som de dezenas de motores cria um clima de
expectativa e emoção que domina o cenário. As atenções se voltam para o grupo,
magia que se repete a cada parada ou partida. Mas isso só acontece quando o
grupo é organizado, coordenado sem tumultos a grande quantidade de motos.
Parece
difícil, mas rodar em grupo com dez, vinte e até trinta motos se torna tarefa
simples e divertida, desde que todos conheçam a linguagem de sinais. Com
pequenas variações, a linguagem é usada por motociclistas civis e militares em
todo o mundo.
Primeiramente,
é preciso estar disposto a se adaptar às hierarquias e regras de comunicação e
sinalização padronizada por este Moto Clube. Para quem é “rebelde” ou não
suporta regras, recomendamos viajar sozinho. A padronização aumenta a segurança
e a agilidade do grupo, que deixa de ser bando e vira uma unidade na estrada.
Capitulo I – O trem de
Viagem
Ø Trem de viagem.
O trem de viagem é composto primeiramente pelo Capitão de Estrada e
seu auxiliar, que sempre será a segunda moto da formação e na normalidade
estará do lado direito da faixa de rolamento.
Serão
seguidos pelos demais integrantes do trem na formação passos na areia (fila
indiana intercalada). Fechando esse trem, estão o auxiliar de ferrolho e por
ultimo o ferrolho.
OBS: O
Capitão da Estrada e o Ferrolho não têm a obrigatoriedade de estar em formação
clássica, pois precisam ter plena visão do grupo e também entre eles.

A
formação segue a seqüência de hierarquia Capitão, auxiliar de capitão, coletes
fechados, prósperos, convidados, ajudante de ferrolho e ferrolho.
A
responsabilidade de cada motociclista em manter essa unidade é grande. O menor
descuido ou desencontro pode terminar em confusão, acidentes e acabar com a
viagem. Para que isso não aconteça, a primeira regra é: “ninguém ultrapassa
ninguém” e uma vez estabelecida uma colocação ordenado no grupo, ela deve ser
mantida normalmente.
Ø Competências.

Capitão da estrada: Aquele com mais experiência de viagens no
momento, conhecedor das técnicas e dos caminhos/estradas a seguir, trabalha
constantemente com a visão dos retrovisores, sempre que possível estará
contando se todos os integrantes estão na estrada.
Ele deverá escolher seu auxiliar, o Ajudante de Capitão, para ajudar a
verificar se todos estão bem. Na dúvida ele deverá parar e verificar
pessoalmente. Deverá observar as melhores possibilidades de ultrapassagem e
colocação do grupo na estrada, a faixa de estrada que ele estiver todos deverão
segui-lo. Ele, auxiliado pelo ferrolho (que também deve ser escolhido pelo
Capitão), determinará com segurança para todos, a velocidade que o grupo vai
viajar.

Auxiliar do Capitão; Segunda moto da formação (lado direito da faixa de rolamento), esse
irmão(a) ao ser solicitado pelo Capitão deverá auxiliá-lo em diversas situações
tais como: a) Verificação geral do trem de viagem. b) Em caso de
mudança de faixa de rolamento onde houver transito, sair da formação em direção
a faixa escolhida pelo Capitão, com a intenção de segurar o fluxo de veículos,
possibilitando a abertura de espaço para que as demais motos do grupo possam
fazer a mudança de faixa com segurança e sem segmentar a formação do trem. c) Substituir o Capitão a seu pedido.
Ajudante de ferrolho: Ele será escolhido pelo ferrolho, e trabalhará
constantemente com o ele, ou seja, revezando em posições quando necessário,
avisando o capitão de estrada na ocorrência de algum problema e ficando na
estrada para auxiliar aquele que parou sem qualquer aviso, enquanto o ferrolho
toma as devidas providências.
Ferrolho: Esse cargo é muito complexo e complicado. Exige um
motociclista experiente que esteja em sintonia com o Capitão da Estrada e que
tenha uma moto potente para arrancadas bruscas e ágil bastante para andar em
meio ao trânsito quando for preciso ir ao Capitão. O ferrolho tem que ter
percepção dos momentos críticos, saber o momento certo para abrir (a
esquerda) e dar passagem para um veículo em maior velocidade, também o momento
para se bloquear uma estrada para a ultrapassagem segura do trem, buscar e
segurar algum motorista que se colocou no meio do grupo, ou seja , para cada
viagem irá encontrar uma dificuldade e terá que ter solução para a melhor
proteger o grupo.

Triciclo e Carro de Apoio: Estes veículos, devido ao tamanho, não tem condições de
acompanhar as motos.
Quando existirem, podem seguir o trem, mas
na última posição, depois do ferrolho. Eles tem a liberdade de programar seu
próprio plano de viagem, como abastecimentos e pontos de encontro.
Visitantes: Todo integrante tem o direito de convidar um amigo para
viajar junto com o grupo. Mas fica definido que este visitante é de sua total
responsabilidade, e deve viajar junto com ele no final do trem, depois do
ferrolho. Paradas inesperadas, defeitos na moto ou inabilidade do visitante
devem ser acompanhadas somente pelo integrante que realizou o convite.
Durante o desenrolar da viagem, o ferrolho
pode convidar o visitante a fazer parte do trem. Nesta condição, ele deve
viajar logo à frente do ferrolho, imediatamente atrás do integrante que o
convidou.
Cabe também ao integrante explicar todas as
regras de Viagem em grupo ao visitante, para tornar mais fácil sua integração
ao grupo.
Outros moto clubes: Integrantes de outros moto clubes devem viajar sempre fora
do trem.
Capitulo II – O trem de Viagem em Movimento
O
grupo deverá antes de sair, escolher o Capitão de Estrada, seu auxiliar, o
ferrolho e seu ajudante, combinar o caminho, paradas para abastecimentos e
etc...
Para
viajar em grupo a melhor opção de formação na estrada é a clássica (passos na
areia), ou seja, quando a moto da frente estiver do lado direito você
automaticamente deverá ficar no lado esquerdo a uma distancia segura que ira
variar conforme a velocidade do trem. Tenha como base à 2ª moto do trem (auxiliar do capitão) este na normalidade estará sempre do lado direito.
Depois de iniciada a viagem e determinada sua posição, sempre que possível
permaneça nela, evitando assim o zig-zag, mudança de lado na faixa de
rolamento, para os demais seguidores do trem.
Na viagem em grupo, mantenha uma distância segura da
moto da frente, essa distancia deve variar conforme a velocidade do trem, a
melhor forma de se calcular essa distancia e quando a moto da frente passa
sobre um ponto determinado por você a sua moto devera passar pelo mesmo ponto
após a contagem dos números 32, 33. Desta forma o grupo manterá uma distancia
uniforme o que também facilitara a visualização Capitão de Estrada, pelos
retrovisores.
OBS: Em
caso da estrada não propiciar a formação passo na areia, devido às más
condições do asfalto, o trem deverá reduzir a velocidade e passar para a
formação fila indiana com a distância entre motos aumentada para a contagem
31,32,33. Voltando a formação inicial logo após a passagem do trecho ruim.
Nas ultrapassagens, o Capitão de Estrada vai
determinar qual a melhor hora para fazê-la, caso o movimento da estrada for
intenso e o mesmo não ter visão perfeita da posição do Ferrolho, este
permanecera na faixa e todos seguirão da mesma forma. Quando o Capitão de
Estrada sair para ultrapassar, não significa que todos devem fazê-la naquele
momento, ultrapasse com segurança, observe o trem e ai faça sua ultrapassagem,
em caso de segmentar o grupo assim que possível reúna-se novamente.
Em
viagem, se você não é um dos Capitães e nem os Ferrolhos, você deverá observar
se a moto que vai imediatamente a sua frente não está conseguindo acompanhar
com freqüência o ritmo imposto, com isso propiciando um espaço vazio
segmentando o trem. Neste caso você poderá ultrapassá-lo deixando-o aos
cuidados do Ferrolho, ele saberá como conduzir a situação.
Capitulo III – Estacionamento
Ordenado
A melhor maneira para estacionar todas as
motocicletas é o modelo do motociclista militar.
A primeira motocicleta, que será o líder,
identifica o local do estacionamento e inicia a manobra e os demais seguem a
mesma, de forma que cada motocicleta fique lado a lado e tenha uma distância de
segurança igual a de uma motocicleta, como se fosse um intervalo.
Pq esta distância? Para que em caso de queda de uma
destas motos, não aconteça o efeito domino, onde uma cai sobre uma e assim
sucessivamente. Então, estacionadas perpendiculares, com intervalo de uma moto.
Para um visual de organização do grupo,
todas seguem o padrão da 1ª (lider), com a mesma inclinação do guidon, (alguns
modelos da Yamaha trancam para o lado esquerdo). deixe estas no final da fila.
Devem seguir também a colocação do capacete
idênticos ao lider. Sobre o retrovisor ou sobre o bagageiro.... o importante é
estarem todas uniformemente organizadas. O impacto visual da organização
impressiona muito aos demais, além do bom controle de segurança dos bens, já
que é fácil visualizar o que estiver faltando.
 

 
O
grupo viaja em fila dupla alternada, adotando a fila indiana para manobras de
parada, entroncamentos e infiltrações.
As chegadas
e saídas dos estacionamentos seguem a ordem preestabelecidas, de forma que as
motos ocupem o espaço de forma ordenada e sempre ao lado esquerdo do capitão. A
manobra se inverte na saída, com os pilotos deixando o local em fila única,
assumindo na estrada a fila dupla e o ferrolho informando o capitão que pode
prosseguir viagem. Tudo prático, seguro.... e bonito de ver.
Obs.: Quando o local não
obter espaço para estacionamento em formação o capitão irá levantar seu braço
esquerdo e fazer um gesto circular, assim informando que cada integrante deve
estacionar com segurança em local de sua estima.
Capitulo
IV – A segurança do trem
Todos os integrantes de um trem de viagem devem se
preocupar com a segurança, isto vai desde o momento que você se dispõe a
realizar a viagem até o momento que guarda a moto na garagem, feliz da vida por
mais uma viagem tranqüila, segura e agradável.

Essa segurança e composta pelas condições gerais de
sua moto (mecânica, Elétrica, pneus e documentação) pelas suas
vestimentas (capacete, viseira, jaqueta, luvas e botas) pela suas
bagagens devidamente acondicionadas e afixadas à moto e pelo principal: VOCÊ,
suas condições de saúde. Você deve estar disposto e em pleno gozo de suas
faculdades físicas e mentais para fazer uma
viagem com segurança.
Capitulo V –
Comunicação no trem
Quando
o trem de viagem esta em movimento é praticamente impossível à comunicação
através da fala entre seus integrantes, a forma de comunicação deve ser feita
por sinais, use sempre sinais para indicar alguma coisa quando em movimento,
não adianta ficar ao lado de um companheiro gritando, pois ele não vai entender
nada.
Os
sinais devem ser de conhecimentos de todos os integrantes de um trem de viagem,
pois de nada valera, se não for organizado e combinado.
Então vejamos:
Diminuir a Velocidade, Braço esquerdo estendido, balançando
para cima e para baixo, palma da mão voltada para baixo.
O braço erguido e com a seta ligada, indica que o grupo vai tomar outra direção, ou virar
para o lado em que a seta está ligada. Não fique constantemente com o braço
erguido, esse sinal é apenas um alerta e você deverá abaixar seu braço assim
que o seu seguidor te veja e estiver levantando o dele.
Braço erguido constantemente sem a seta estar ligada: Significa que na estrada tem algum problema, levante
o seu braço também e fique atento , diminua a velocidade, prevendo uma possível
parada no meio da estrada. Se parar no meio da estrada for necessário, nunca o
faça de noite e saia sempre para o acostamento.
Braço erguido apontando existência de radar: Significa que se deve observar a velocidade da via,
evitando assim a chegada de desagradáveis correspondências em casa.

Braço esquerdo estendido com os dedos para baixo abrindo e fechando : Significa que a luz de pisca foi esquecida ligada.

Braço esquerdo estendido com os dedos em movimento para cima: Significa que o farol esta desligado (apagado).
Sinal fechado no meio do trem: Muitas vezes, quando atravessamos uma
cidade e o trem é muito grande, sempre uma parte dele fica “presa” em algum
semáforo no caminho, e o capitão, por estar muito longe, não percebe. Para
evitar que algumas pessoas se percam por não conhecerem o trajeto, assim que
passar pelo semáforo que está prestes a fechar, e notar que a moto que está
atrás não conseguiu passar, o integrante deve buzinar intermitentemente,
avisando o integrante da frente. Este, por sua vez, buzina para o da frente, e
assim sucessivamente, até que o “sinal” chegue ao capitão, que deverá encostar
a moto e esperar os que ficaram para trás.

Problemas com combustível: Aproxime-se do Capitão da estrada e faça o sinal característico com o seu indicador direcionado para o
seu tanque de gasolina e em seguida um sinal de negativo com o polegar, se o
capitão de estrada estiver muito longe de você e ou sua máquina não for suficiente
para alcançá-lo, vá até o penúltimo da fila (ajudante ferrolho) ou até o
ferrolho (último da fila), e faça o mesmo sinal. Um deles vai ter que se
comunicar da mesma forma com o Capitão da Estrada.
Obs: Esse
tipo de problema não deve ocorre com freqüência uma vez que as paradas para
reabastecimento são programadas. Em tempo, todos devem comparecer ao local
marcado para o inicio da viagem com o tanque cheio, e no horário estipulado.
Quando ocorrerem as paradas para reabastecimento durante a viagem, todos devem
abastecer, independente da autonomia da moto.
Você está passando mal: Da mesma forma acima, só que sinalize com o indicador para o seu peito e depois
o sinal de negativo.
Problemas com sua moto: Da mesma forma acima,
só que com a uma mão espalmada em cima do tanque em seguida o sinal de negativo
com o polegar.
Parada para urinar: Se não for possível esperar a próxima parada
programada sinalize com o indicador para a sua barriga e em seguida indicador e
polegar aberto (na forma de um revolver) indicando para o chão. Esse sinal
deverá ser passado para o ajudante de ferrolho e para o ferrolho, logo após se
possível pare com segurança. Os avisados tomarão as seguintes providências: O
ferrolho vai avisar o capitão de estrada com o mesmo sinal que por conseqüente
este diminuirá a velocidade do grupo, o ajudante passa a ser o ferrolho e
quando a moto que parou retornar ao grupo, este vai até o capitão, faz o mesmo
sinal e complementa com o sinal de positivo, na qual retornarão a velocidade
que era conduzido o grupo.
 
Indicador para o chão ou perna estendida: Significa algum objeto ou buraco na pista, se você
não estiver vendo o que é, passe na
mesma faixa que a moto da frente passou, repasse o sinal para que todos fiquem
atentos.

Fila única: Braço flexionado acima da cabeça, mão espalmada, simulando uma
barbatana de tubarão.

Dicas do dia a dia
1.
Ande sempre equipado.
Você já leu e ouviu isso muitas vezes, mas já parou para
pensar no que significa?Andar equipado é mais do que usar corretamente o
capacete. São ter proteção para os olhos, mãos, pés, tornozelos, joelhos e
cotovelos. Na estrada e na cidade, pois a maioria dos acidentes acontece em
áreas urbanas.
Lembre-se que o clima quente não justifica negligências com a segurança. Para
enfrentar o calor procure escolher o equipamento mais arejado que encontrar.
2. Farol aceso o tempo todo, seja dia ou noite.
Lembre-se que, a 40 metros de distância, uma motocicleta pode sumir do campo
visual do motorista até mesmo atrás do tercinho pendurado dentro do carro. Por
isso, muitas vezes você está fora do foco dos motoristas. O farol da moto aceso
ajuda a torná-lo mais visível. Roupas e capacete de cores claras também ajudam.
3.Concentração
é fundamental.
A moto é mais rápida e menos visível que os demais veículos. Só isso bastaria
para exigir muita concentração. Mas tem outra questão. Ela combina pouca
segurança passiva com boa segurança ativa.Trocando em miúdos, em geral a moto
tem mais facilidade que um carro para livrar-se de situações difíceis
(segurança ativa). Mas se o acidente acontecer(segurança passiva), o piloto
estará menos protegido do que o motorista.
Para que possa usufruir da segurança ativa, o piloto tem de estar atento o
tempo todo. Só assim ele pode usar todos os recursos que a moto possui para
evitar acidentes. Até aquele antigo ensinamento, que diz "na dúvida,
acelere", só vale se você estiver atento! Por isso, tudo que atrapalha a
concentração constitui perigo para o motociclista, principalmente a pressa, o
nervosismo, o cansaço e o álcool.
4. Pilote de forma defensiva.
A atitude defensiva no trânsito significa dirigir por você e pelos outros,
antecipar-se em relação aos erros alheios e demais riscos.Pense que, uma vez
envolvido em um acidente, pouco adianta provar que a culpa foi de outra pessoa.
Aí o piloto já estará dentro do gesso (na melhor das hipóteses). Então, aprenda
a antever as imprudências e erros dos outros.
5. Conheça as ameaças mais comuns.
Quando você anda de moto, está sujeito a situações de potencial risco típico
desse veículo.É preciso conhecê-los para saber evitá-los. Uns dos principais
são as freqüentes fechadas que sofremos no trânsito. Muitas vezes os motoristas
não têm intenção de fazer isso, eles apenas não percebem a moto por perto. A
atitude mais segura é ter sempre o pressuposto de que o motorista não está
vendo sua moto. Mantenha margem de manobra.
Não se esqueça de outros pequenos imprevistos que, para um motociclista, são
uma ameaça. Um pedestre distraído, um cachorro atrapalhado, um pássaro em rota
de colisão com a viseira ou fios/cordas atravessando seu caminho podem provocar
acabar com o seu passeio. Necessário destacar que existe a praga das linhas de
pipa. Uma linha perdida, deslizando sobre a pele, pode ser um susto embaraçoso.
Se ela for revestida com cerol, pode ser fulminante. Corta como uma navalha
voadora. No caso de cerol, não confie na proteção de materiais como couro ou
náilon (são vendidas no mercado hastes metálicas protetoras para instalação no
guidão da moto, parecidas com antenas de rádio).
6.
Desenvolva o autocontrole.
Acelerar uma motocicleta pode ser tão gostoso e excitante a
ponto de o prazer embotar a noção de prudência. Por isso, sem autocontrole você
pode ser vítima de si mesmo.Adrenalina é legal, mas na hora e no lugar certos.
De preferência, num circuito próprio para altas velocidades.
7.
Identifique as armadilhas do solo.
Em cima de duas rodas não tem jeito. Se você for traído pelo solo numa curva, é
provável que vá comprar chão. Piso molhado, areia solta, buracos, costela de
vaca e, principalmente, óleo na pista. Esses obstáculos podem estar onde você
menos espera. Lembre-se que, na curva, o alcance da visão é pequeno. Também é
nas curvas e rotatórias que ônibus e caminhões com tanques cheios derramam
diesel.
Produtos escorregadios também podem soltar-se da carga (coisas como grãos,
leite ou frutas no chão significam perigo de derrapagem).

8. Viajar a noite, não.
Pode ser que um dia tenhamos condições propícias para viagens noturnas. Por
enquanto, não temos. Pra começar, a maioria das motos não tem iluminação
eficiente, embora os fabricantes já comecem a corrigir esse problema em alguns
modelos de última geração. Além disso, viseira de capacete não tem limpador.
Imagine-se à noite, sob

chuva, coma luz dos faróis refletida na viseira molhada. A
lama que os caminhões jogam na viseira também atrapalha a visão. Mas o pior de
tudo é que a maior parte das rodovias brasileiras é precária e mal sinalizada,
não permitindo uma viagem segura durante a noite.
9. Enfrentado a chuva
Sinalização: Sob
chuva, neblina ou spray formado pela passagem dos carros, mantenha a luz baixa
e sinalize bem as manobras de ultrapassagens e conversões. Lembre-se de que
para os outros motoristas, a visibilidade da moto diminui muito sob a chuva.
Procure avaliar as variações dessa aderência, asfalto rugoso (melhor), liso
(mais cuidado)...
Distância segura: Sob
chuva, aumente a distância entre a moto e os demais veículos, de forma a ter
espaço para reagir a manobras bruscas ou inesperadas dos motoristas. Eles podem
ter menos visibilidade que você.
Faixas pintadas no piso: As faixas refletivas pintadas para referência na pista não devem ser
perdidas de vista. Evite frear sobre elas, pois são lisas (geralmente feitas em
tinta plástica) e oferecem baixa aderência aos pneus. Na impossibilidade de
evitar, use os freios progressivamente, evitando acelerar ou frear bruscamente
sobre elas.
10. Olhe
para frente.
De tão óbvia, tal recomendação seria cômica se o motivo não fosse trágico.
Muita gente se espantaria se houvesse um sensor capaz de acusar quantas vezes
desviamos os olhos enquanto pilotamos. Seja para ver um outdoor, identificar
uma moto diferente que passa, observar um tumulto na esquina,
"filmar" uma gatinha maravilhosa, admirar a paisagem ou para
conversar com o garupa. Uma quantidade considerável de acidentes acontece
naquele exato momento em que o piloto detém os olhos no retrovisor ou em algum
ponto que não seja à sua frente.
11. Assaltos, um perigo a mais.
Como se não bastassem todos esses cuidados e os "abusos" que sofremos
no trânsito, agora temos mais um problema. Os assaltantes estão de olho em
nossas motos, sejam elas pequenas ou grandes, nacionais ou importadas.
Infelizmente, não há muito que fazer. Reagir não é aconselhável. Acelerar para
escapar é outro risco. Então, se estiver sozinho, evite locais onde os
assaltantes tenham facilidade de atacar.Geralmente eles usam outra moto para
abordar as vítimas.
Fique atento sempre que alguma moto com dois ocupantes estiver se aproximando.
Quando estacionar, procure escolher locais menos vulneráveis e use algum
dispositivo antifurto na moto.
Pensamento
positivo
Depois de ler essas dicas, você poderá dizer: "se eu sair por aí só
pensando em quedas e acidentes, vou acabar caindo mesmo!"
De fato. Se você se concentrar no tombo, tem boa chance de
cair. Aliás, acontece algo parecido sempre que o piloto quer se desviar de um
buraco mas, em vez de olhar para o desvio, fixa os olhos no obstáculo. Vai
passar sobre o buraco, com certeza.
O segredo é simples: mentalize as reações corretas, pense sempre na conduta
segura e não naquilo que você pode fazer de errado.
“Suba na sua moto...
e curta a vida.”

Vamos explicar aqui, resumidamente,
as fases que um motociclista deve percorrer para se tornar um
Motors Vivos!!!
Ser um motociclista é mais do que apenas gostar de passear de moto, é
ser apaixonado por motocicletas, amar viagens e seu grupo. Assim tornando um
estilo de vida que envolve tanto o prazer de pilotar quanto a preocupação com
sua própria segurança, assim como, a de todos os que lhe acompanham em viagem.
Todo motociclista se identifica através do uso de colete e, nestes
termos, o pretendente a fazer parte deste grupo deverá, obrigatoriamente,
utilizar o mesmo sempre que comparecer a qualquer reunião ou encontro Motors
Vivos, estando devidamente trajado com os devidos itens de segurança.
Este é o
identificador de um “CONVIDADO” dos Motors Vivos.
Possuir
uma moto com no mínimo 250 cilindradas, de estilo chopper, custom, turismo ou triciclo
é um dos requisitos necessários para o motociclista se tornar um convidado.
O
motociclista que freqüenta os nossos encontros de quintas-feiras e demonstra o
interesse de participar da "nossa família", será convidado a fazer
sua primeira viagem com o nosso grupo. Assim que ficar conhecendo todo o grupo, ele já estará passando para a segunda fase, pois a primeira é a nossa
análise preliminar nos nossos encontros semanais sobre sua conduta e caráter.
Viajando conosco, permitirá que nós o conheçamos por um período mais longo e
com sua moto na estrada, o que há de melhor. Da mesma forma, o motociclista que
foi convidado a viajar com o grupo, poderá analisar se este grupo é realmente o
que ele quer.
Após esta viagem, em análise do grupo com a Diretoria Executiva, ele poderá de
pronto ser indicado a ser um "Convidado a Motors”.
 Durante um período que pode durar até 12 meses, o convidado
terá sua conduta nas viagens e encontros de motociclistas, avaliada pela
Diretoria Executiva, que a seu critério se reunirá, e decidirá qual o momento
correto de promover o convidado a PROSPERO .
O mesmo
integrante que levou o nome do motociclista a Diretoria Executiva, para
indica-lo como convidado, será considerado seu “padrinho”. Ele entregará o
patch de PROSPERO ao convidado, que deverá retirar o identificador da sua
antiga condição, e costurar esse novo na parte de trás do colete.
A partir desse momento, o
motociclista passa a ser um Motors Vivos, já com direitos e deveres. Ele
receberá as instruções para comparecer no mínimo a duas reuniões por mês e
apresentar-se vestido com o seu patch sempre que estiver participando de
qualquer encontro de motociclistas. Receberá uma cópia do Estatuto Social
do Motors Vivos e assinará a sua carta de compromisso, onde expressará seu
conhecimento de que, o próspero tem no mínimo 09 a 12 meses para se tornar um
"Colete fechado" e o patch que está carregando é de propriedade do
Moto Clube.
Ao "padrinho" , cabe a responsabilidade de auxiliar e conduzir seu
afilhado pelo caminho que o levará a se tornar um integrante "colete
fechado"
Para a última etapa, onde dizemos que tudo ainda está
começando.
Seguindo
a mesma linha de avaliação, só que desta vez com mais rigor, o PRÓSPERO que já
foi observado em suas atitudes e valores, a critério da Diretoria executiva,
será comunicado que receberá o colete fechado de integrante.
Este poderá na data de sua elevação, a seu critério, convidar uma pessoa
(motociclista) para ser seu padrinho. O Diretor de Patrimônio providenciará a
confecção de seu colete com os patchs e do Diretor Secretário receberá os
documentos legais de sua posse.

As características do nosso
Colete Oficial:
Na parte de trás está o path com o brasão oficial do Motors Vivos. Na parte
frontal, em cima do coração, tem-se o número nacional de ingresso no MV e
a cidade onde reside o seu portador. Logo abaixo, o identificador de seu nome
ou apelido."
 
Este é
o colete oficial, devidamente constituído. Ele é usado obrigatoriamente sempre
em viagens e eventos e não deve ser modificado. O seu feitio é cópia autorizada
pelo nosso padrinho de MC e grande amigo Pirata, presidente do Moto Clube
Malucos Beleza/TRICICLUBE (Osasco/SP).
Nosso
Site
WWW.MOTORSVIVOS.COM.BR
Para
Dúvidas
Elaboração
EdMorte
e Barazal
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